quarta-feira, 5 de março de 2008

Aqui Há Magnólias (parte 2)
Discretamente, abriu a porta da garagem. A magnólia já lá estava, em cima do carro, o que queria dizer que ele já tinha chegado. Olhou para trás, sorridente, e viu-o, encostado à porta. Ele tirou o cigarro da orelha com a calma do costume (mas por dentro estava em chamas), acendeu-o, levou o à boca uma vez, aproximou-se dela e abraçou-a, com a mesma força e o mesmo calor de sempre. Ela tirou-lhe o cachecol, agarrou-se ao pescoço dele, ofereceu-lhe os seus adocicados lábios (andava viciada em chupa-chupas em forma de coração) para que fossem beijados e assim deram inicio à interminável sessão de amor.
Juntos, o amor proliferava-se. Os beijos dele proliferavam-se pelas sardas do corpo dela, que se chamava R mas tinha ar de H, as mãos dela puxavam os cabelos dele e não havia como fazer este câmbio de afectos durar pouco.... Na verdade o que mais queriam é que durasse muito, muito tempo. O máximo possível! Mas quando o fim chegava e o corpo pedia descanso, também a magnólia, assim como os lábios do B, visitava a sardenta R.
Fazia muito vento e frio na rua, mas a única coisa que a fazia tremer era ele.

1 comentário:

Leonor Branco disse...

Andas tão romantica. Eu tambem quero magnólias.